28 de Junho

 

Perda

 

Leitura Bíblica: Filipenses 3.7-9

 

O que para mim era lucro, passei a considerar como perda, por causa de Cristo (Fp 3.7).

 

    Era uma fruta doce. Então provei mel; logo a seguir voltei a comer a mesma fruta, mas ela agora era azeda.

    Não é incomum ver pessoas desperdiçando a vida correndo atrás de coisas que até parecem “doces” – mas é só porque não têm nada melhor. Dia destes vi na TV alguém que se dedicou à obtenção do glorioso recorde de ser a pessoa que mais pregadores de roupa consegue colocar no próprio rosto. Ele não quer ser ridículo, mas apenas ter seu nome no livro dos recordes – disseram-lhe que isso é bom! No fundo não somos tão diferentes do “homem-varal”:  coisas inúteis são valorizadas pela sociedade, o que nos leva a valorizá-las também, acreditando que sejam indispensáveis.

    Agora, dá para imaginar alguém, hoje achando algo tão bom que tudo aquilo que parece ter tanto valor passe  a parecer lixo? O apóstolo Paulo tinha algumas coisas extremamente valorizadas por sua sociedade; não eram ruins, mas diante de algo tão infinitamente melhor que encontrou, as tais vantagens passaram a ter para ele o mesmo valor do esterco: comparativamente insignificantes.

    Ele não “entrou em uma igreja” – nenhuma religião é capaz de assumir este papel! Quando fala do conhecimento de Cristo, Paulo não se refere a aprender fatos a respeito do Senhor, conhecê-lo como a maioria de nós “conhece” Elvis Presley. Mas conhecer Jesus como só se conhece alguém com quem se anda dia a dia. Deve haver algo de errado com o cristianismo de muitos que virou só um jeito de ir para o céu ou de resolver questões materiais. Jesus Cristo nunca convidou ninguém para uma religião, mas sim para um relacionamento pessoal. Siga-me (venha comigo) é o convite!

     É preciso sair da relação formal e desenvolver a amizade com Jesus – e ver aquilo tudo que parecia indispensável desaparecer da lista de prioridades. – MHJ

 

     A amizade com Jesus tem um potencial de satisfação tão grande que desafia nossa imaginação.