10 Agosto

 

Calma na multidão

 

Leia-> Atos 19:23-34

...O importante é que eu complete a minha missão e termine o trabalho que o Senhor Jesus me deu para fazer. E a missão é esta: anunciar a boa notícia da graça de Deus (20:24).

 

       Se existissem câmeras de TV no primeiro século d.C, elas estariam direcionadas à cena do tumulto descrito em Atos 19. Uma multidão raivosa se reunira em Éfeso exigindo a cabeça de Paulo, pois ele havia afirmado “...que os deuses feitos por mãos humanas não são deuses de verdade. E está conseguindo convencer muita gente...” (.26).

     Os ourives de Éfeso ganhavam a vida vendendo imagens de Ártemis, também conhecida como Diana. E a cidade toda levou a teologia “irreverente” de Paulo para o lado pessoal. Mas o resoluto apóstolo não viu a multidão ensandecida como uma ameaça; ele os viu como 31 vemos que Paulo tentou aparecer diante do povo, mas foi impedido pelos amigos, preocupados com ele.

    Por que Paulo iria querer falar com aquela gente exaltada? Olhe mais adiante, em Atos 20. Mais uma vez, vemos Paulo mergulhando numa situação perigosa (vv.22-23). Ele disse “...prisões e sofrimentos estão me esperando”. Mas acrescentou, triunfantes: “Mas eu não dou valor à minha própria vida. O importante é que eu complete a minha missão e termine o trabalho que o Senhor Jesus me deu para fazer. E a missão é esta: anunciar a boa notícia da graça de Deus” (v.24).

   O desdém de Paulo com a sua própria vida se sustentava firmemente no reconhecimento de que continuaria correndo até completar a corrida. Se cruzasse a linha de chagada em Éfeso ou em Jerusalém, lhe era indiferente. Ele poderia falar do evangelho da graça de Jesus Cristo a multidão.

    Paulo não temia a opressão daquela multidão porque Jesus reinava em seu coração. Você está disposto a falar sobre o evangelho da graça de Deus para ao menos uma pessoa, ainda hoje?

-Tim Gustafson