20 Outubro

Um simples nome?

Leia-> Mateus 16:13-20
Portanto, eu lhe digo: você é Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e nem a morte poderá vencê-la (v.18).

    
“Que há num simples nome? O que chamamos rosa, com outro nome não teria igual perfume?”, divagou Julieta para Romeu, na famosa peça de Shakespeare. Evidentemente ela não era hebreia. Pois o povo da antiga Israel achava que o significado por trás do nome de alguém tinha importância vital. Os pais escolhiam um nome cuidadosamente, baseando-se na personalidade, características ou caráter que eles viam em seu filho, ou o que eles desejavam para o futuro dele.
      Quando Jesus chamou Simão para ser Seu discípulo, o pescador era conhecido por seu jeito rude e impulsivo – era um sujeito instável. Mais tarde, Jesus mudou o nome de Simão para Pedro, que significa rocha. Porém, levou um tempo até que Pedro fizesse jus a seu novo nome.
      Lemos num relato mais adiante (Mateus 26) que Pedro falhou com Jesus ao negá-lo três vezes. Antes disso, houve outro episódio triste no jardim do Gestsêmani. Lá Jesus sentiu uma tristeza “tão grande, que [era] capaz de [lhe] matar” (Mateus 26:38). Ele foi falar com os discípulos três vezes. E em todas, Ele os encontrou dormindo. “... Disse a Pedro: ‘Será que você não podem vigiar comigo num uma hora?’” (v.40).
     Ao final do evangelho de João, vemos Pedro voltando ao seu antigo ofício de Pescador, talvez por estar desapontado consigo mesmo (João 21). Mas a história não termina. Jesus foi restituir Pedro. Essencialmente, Jesus ajudou Pedro a entender que Deus não o tinha abandonado e ainda queria usá-lo.
     Se você, como Pedro, recebeu Jesus como Salvador, você agora se identifica com o nome de Cristo. Você é um cristão. Esse título enaltece quem você é e o chama para ser aquilo que ainda você não é. Anime-se Deus ainda não completou Sua obra em você.
-Poh Fang Chia